O Palco Sunset do Rock in Rio foi palco de um encontro histórico do rock brasileiro nesta sexta-feira, 4 de setembro de 2026, reunindo o Capital Inicial e o guitarrista Dado Villa-Lobos, ícone da Legião Urbana.
Como principal atração do espaço na data de abertura do festival, o grupo liderado pelo vocalista Dinho Ouro Preto subiu ao palco para celebrar a própria trajetória e resgatar momentos emblemáticos da música nacional. De acordo com informações transmitidas pelo G1 durante o telejornal RJ1, a apresentação consolidou o grupo entre os grandes destaques do festival carioca.
Reencontro de raízes e expectativa por clássicos
A presença de Dado Villa-Lobos como convidado especial adicionou um tom memorial à apresentação. Minutos antes de entrar em cena, o guitarrista revelou a faixa que mais aguardava para executar ao lado dos companheiros de palco. “Eu quero é tocar Fátima”, afirmou o músico em declaração publicada pela revista Veja.
A canção em questão carrega forte simbolismo: composta por Renato Russo e Flávio Lemos, a faixa remonta aos tempos do Aborto Elétrico, lendário grupo do fim dos anos 1970 em Brasília que serviu de embrião criativo para o surgimento tanto da Legião Urbana quanto do Capital Inicial.
Tributo aos 30 anos sem Renato Russo
Além da celebração da carreira do Capital Inicial, a reunião no Palco Sunset ganhou forte carga afetiva em razão do calendário. Conforme antecipado pelo vocalista Dinho Ouro Preto durante evento cultural em Lavras Novas, Minas Gerais, e relatado pelo Jornal Geraes, o repertório foi desenhado para prestar homenagem às três décadas da morte de Renato Russo.
O cantor e compositor, que liderou a Legião Urbana e se tornou uma das vozes mais influentes da cultura contemporânea do país, faleceu em 11 de outubro de 1996, aos 36 anos. Ao unir integrantes históricos desse movimento, a apresentação no Rock in Rio reafirmou o legado duradouro das composições que moldaram a identidade do rock nacional.




