A Polícia Civil identificou quem teria retirado a câmera GoPro utilizada por Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante o salto de rope jump que terminou em tragédia no interior de São Paulo.
Segundo as investigações, João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, um dos investigados no caso, teria removido o equipamento que estava preso ao braço da jovem logo após a queda.
A câmera é considerada uma peça importante para esclarecer as circunstâncias do acidente ocorrido no último dia 13 de junho, na chamada Ponte do Esqueleto, localizada na divisa entre Limeira e Cordeirópolis.

GoPro desaparecida é alvo das investigações
De acordo com as autoridades, o equipamento ainda não foi localizado.
A suspeita é de que a câmera pudesse conter imagens dos momentos que antecederam e sucederam o salto, ajudando a esclarecer o que ocorreu antes da queda que provocou a morte da jovem.
Depoimentos colhidos durante a investigação apontam que uma pessoa teria retirado o equipamento logo após o acidente.

Prisões temporárias podem ser prorrogadas
João Antônio está entre os três investigados presos temporariamente por determinação da Justiça.
As detenções foram autorizadas inicialmente por cinco dias, mas a Polícia Civil encaminhou um pedido para ampliar as prisões por mais 30 dias.
Segundo os investigadores, o prazo adicional é necessário para concluir a apuração e analisar materiais apreendidos durante a operação.
Polícia investiga possível ocultação de provas
Além da retirada da câmera, os investigadores também apuram a conduta de integrantes do grupo “Entre Cordas”, responsável pela organização da atividade.
As investigações apontam que João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins deixaram o local após o acidente.
A polícia busca esclarecer se houve tentativa de ocultação de provas ou qualquer ação que possa ter prejudicado as investigações.

Equipamentos foram apreendidos
Durante o cumprimento dos mandados judiciais, agentes apreenderam celulares, dispositivos eletrônicos e outros materiais que poderão auxiliar na reconstituição dos fatos.
O conteúdo dos aparelhos passará por perícia.
Relembre o caso
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas tinha 21 anos e morava em Jandira, na Grande São Paulo.
A jovem participava de uma atividade de rope jump quando caiu de uma altura aproximada de 30 metros.
Segundo o inquérito já concluído pela Polícia Civil, três instrutores foram indiciados por homicídio com dolo eventual, sob a alegação de que permitiram a realização do salto sem a conferência adequada dos equipamentos de segurança.
Veja o momento da queda:
O que se sabe até agora
- Maria Eduarda morreu durante um salto de rope jump em 13 de junho;
- A jovem utilizava uma câmera GoPro durante a atividade;
- O equipamento desapareceu após o acidente;
- A Polícia Civil identificou um investigado como responsável por retirar a câmera;
- A GoPro ainda não foi encontrada;
- Três pessoas estão presas temporariamente;
- A investigação segue em andamento.
Fonte: Polícia Civil, Secretaria da Segurança Pública e BNTV.




