A Justiça de São Paulo aceitou o pedido de recuperação judicial do Grupo Habib’s, que declarou passivos na ordem de R$ 265,2 milhões. A decisão foi proferida pelo juiz Jomar Juarez Amorim em 25 de agosto de 2026, um dia após o protocolo da solicitação pela empresa.
Com a aprovação do pedido, a consultoria KPMG foi nomeada para atuar como administradora judicial do processo. O objetivo da medida é permitir que a companhia reorganize seus débitos com credores de forma estruturada, mantendo a viabilidade de suas atividades econômicas.
Operações e atendimento continuam sem interrupção
Apesar da entrada no processo judicial, a rede de fast-food informou que o funcionamento de suas lojas e o atendimento aos clientes seguem sem alterações. Em nota oficial, o grupo destacou que o procedimento visa assegurar a sustentabilidade e a continuidade da marca no longo prazo.
A empresa garantiu que a rotina operacional, a qualidade dos serviços e a oferta de produtos permanecem preservadas durante todo o período de reestruturação financeira.
Fatores que levaram à crise financeira
Presente no mercado brasileiro há quase quatro décadas, a rede detalhou à Justiça os principais fatores que motivaram o desequilíbrio de suas contas. De acordo com o documento apresentado, os impactos gerados pela pandemia de Covid-19 foram determinantes para o início da queda de faturamento.
Entre os pontos destacados pela empresa estão a redução de fluxo de público em shoppings e centros urbanos, a consolidação do serviço de entregas (delivery) — que alterou o comportamento do consumidor e diminuiu o movimento presencial nos salões —, além da elevação recente da taxa de juros, que elevou o custo de carregamento das dívidas e pressionou o fluxo de caixa para o pagamento de fornecedores.




