Conhecido nacionalmente como um dos escritores mais lidos do país, o médico psiquiatra Augusto Cury (Avante) ingressou na disputa pela Presidência da República nas eleições de 2026. Em um cenário marcado pela forte polarização política, o candidato registra 1% das intenções de voto no primeiro turno, conforme dados do Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil divulgados em agosto.
Aos 67 anos, Cury decidiu trocar temporariamente os livros e as palestras pelo palanque eleitoral. Com uma trajetória marcada por milhões de exemplares vendidos, o autor tenta se posicionar como uma via alternativa aos principais grupos que dominam o cenário político brasileiro, resumindo sua visão com o lema de “mente capitalista e coração social”.
Desempenho nas pesquisas e estratégia para o pleito
De acordo com o levantamento compilado pelo agregador de pesquisas, que reúne dados de institutos como Datafolha, Quaest e AtlasIntel até o final de agosto de 2026, a estimativa de intenção de voto em Augusto Cury é de 1% no primeiro turno. A disputa é liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 39%, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 35%, e pelo ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), com 5%.
A equipe de campanha de Cury aposta na parcela de eleitores indecisos, além daqueles que tradicionalmente optam pelo voto em branco, nulo ou pela abstenção. O candidato tem evitado alianças tradicionais e rejeita declarar apoio a outros nomes em um eventual segundo turno que não o inclua.
Posicionamento político e propostas
Apesar de transitar por pautas com viés liberal na economia — como a defesa de um Estado enxuto e o estímulo ao empreendedorismo —, Cury rejeita rótulos tradicionais de direita ou esquerda. Ele se define como um político de centro e argumenta que o país precisa superar o clima de confronto.
Entre suas propostas apresentadas para o país estão reformas estruturais, como a alteração no sistema presidencialista com a introdução do cargo de primeiro-ministro, e mudanças no Poder Judiciário. O candidato defende o fim da vitaliciedade para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), propondo mandatos de oito a dez anos, além do encerramento das transmissões ao vivo dos votos da Corte.
Cury também ganhou repercussão ao participar do primeiro debate presidencial da temporada, promovido pela Band em agosto, ocasião em que criticou duramente os ataques pessoais entre adversários e defendeu o diálogo na política nacional e internacional.



