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Yayoi Kusama, ícone da arte contemporânea e vanguardista japonesa, morre aos 97 anos

A artista japonesa Yayoi Kusama, um dos maiores nomes da arte contemporânea e vanguardista mundial, morreu aos 97 anos. Conhecida por suas pinturas obsessivas cobertas de bolinhas, abóboras e instalações imersivas, a criadora faleceu em um hospital em Tóquio, no Japão, conforme comunicado divulgado em seu site oficial.

De acordo com a nota oficial, o falecimento ocorreu no dia 14 de agosto. A causa da morte, no entanto, não foi divulgada. O comunicado destacou a dedicação integral da artista à criação: “Ao longo de uma vida extraordinária inteiramente dedicada à criação artística, Kusama construiu uma carreira aclamada internacionalmente como uma artista de vanguarda pioneira, cuja prática criativa abrangeu artes visuais, performance, ficção e poesia”. A nota acrescenta que ela seguiu pintando até seus últimos dias.

Trajetória internacional e ativismo

Nascida no Japão, Kusama relatava que suas criações eram inspiradas em alucinações que vivenciava desde a infância. Sentindo-se limitada pelo ambiente conservador japonês da época, mudou-se para Nova York aos 27 anos. Na metrópole americana, destacou-se no cenário artístico de vanguarda e atuou fortemente no ativismo político, posicionando-se contra a Guerra do Vietnã na década de 1960 e combatendo o machismo por meio de sua voz e de sua arte.

A artista falava abertamente sobre seus desafios com a saúde mental e retornou ao Japão por volta de 1977. Optou por viver em um hospital psiquiátrico por escolha própria, residindo no local por décadas enquanto mantinha sua produção artística ativa.

Reconhecimento de mercado e forte ligação com o Brasil

O impacto global de sua obra refletiu-se tanto na bilheteria de museus quanto no mercado de arte. Em 2023, um conjunto de suas criações foi arrematado por US$ 23 milhões em um leilão da Sotheby’s em Hong Kong, figurando entre as maiores marcas de sua carreira e consolidando seu prestígio entre artistas mulheres.

O público brasileiro manteve uma relação próxima com a obra da artista ao longo dos anos. Em 2014, a exposição itinerante “Obsessão Infinita” passou por Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, atraindo mais de 500 mil visitantes e gerando longas filas de espera. Desde 2023, o país abriga também uma galeria permanente dedicada à sua obra no Instituto Inhotim, localizado em Brumadinho, Minas Gerais.

Michel Belli (Editor-Chefe)
Michel Belli (Editor-Chefe)https://odiariodacidade.com.br
Michel Belli é jornalista, servidor público graduado em Gestão Pública e veterano em Ciência Política. Une experiência sólida em administração pública e comunicação estratégica à atuação jornalística independente, com foco na construção de informação responsável, acessível e alinhada ao interesse coletivo. Criador e diretor do portal O Diário da Cidade, desenvolve projetos voltados à inovação digital, impacto social e fortalecimento comunitário por meio da comunicação transparente e profissional.

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