A Polícia Civil de Rondônia investiga a morte da professora de Direito Juliana Santiago, assassinada a facadas na noite de sexta-feira (6) dentro de uma faculdade particular de Porto Velho. Em depoimento, o aluno João Junior, apontado como autor do crime, afirmou que a faca utilizada no ataque teria sido entregue pela própria vítima um dia antes.
Segundo o relato do suspeito, Juliana teria lhe dado um doce de amendoim dentro de uma vasilha, acompanhado da faca, na véspera do crime. A arma foi localizada na sala de aula após o ataque e apreendida pela polícia.

Ataque ocorreu dentro da instituição
De acordo com o boletim de ocorrência, a professora foi atingida por golpes de faca na região do tórax e sofreu também um ferimento no braço ao tentar se defender. Ela chegou a ser socorrida após o ataque, mas morreu antes de dar entrada no Hospital João Paulo II.
Imagens registradas por estudantes mostram Juliana ainda com vida, cercada por alunos, momentos antes do socorro.
Relato do suspeito e investigação
Em depoimento, João alegou que manteve um relacionamento amoroso com a professora e afirmou ter ficado emocionalmente abalado ao perceber um afastamento e ao saber que ela teria retomado contato com um ex-companheiro. Essa versão está sendo apurada pela Polícia Civil.
Ainda segundo o registro policial, o suspeito aguardou ficar sozinho com a professora em uma sala de aula para discutir a relação. Durante a conversa, teria perdido o controle emocional e desferido os golpes, tentando fugir em seguida.
Prisão em flagrante
João foi contido por um aluno da instituição que também é policial militar. A testemunha relatou que ouviu gritos e barulho de móveis sendo quebrados, e ao sair da sala vizinha encontrou a professora ferida e o suspeito tentando escapar. Ele perseguiu o aluno, conseguiu imobilizá-lo e deu voz de prisão.
A Polícia Militar informou que os indícios apontam para premeditação. O suspeito foi preso em flagrante e, na delegacia, a defesa optou por não se manifestar.

Caso é tratado como feminicídio
A Polícia Civil investiga o crime como feminicídio. Os celulares do suspeito e da vítima foram apreendidos para perícia, e testemunhas seguem sendo ouvidas para esclarecer as circunstâncias e a motivação do ataque.
As aulas na faculdade foram suspensas após o crime.




