sábado, março 7, 2026
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Aluno diz à polícia que faca usada no ataque foi entregue pela professora a ele

A Polícia Civil de Rondônia investiga a morte da professora de Direito Juliana Santiago, assassinada a facadas na noite de sexta-feira (6) dentro de uma faculdade particular de Porto Velho. Em depoimento, o aluno João Junior, apontado como autor do crime, afirmou que a faca utilizada no ataque teria sido entregue pela própria vítima um dia antes.

Segundo o relato do suspeito, Juliana teria lhe dado um doce de amendoim dentro de uma vasilha, acompanhado da faca, na véspera do crime. A arma foi localizada na sala de aula após o ataque e apreendida pela polícia.

Juliana Santiago, vítima — Foto: Reprodução/redes sociais

Ataque ocorreu dentro da instituição

De acordo com o boletim de ocorrência, a professora foi atingida por golpes de faca na região do tórax e sofreu também um ferimento no braço ao tentar se defender. Ela chegou a ser socorrida após o ataque, mas morreu antes de dar entrada no Hospital João Paulo II.

Imagens registradas por estudantes mostram Juliana ainda com vida, cercada por alunos, momentos antes do socorro.

Relato do suspeito e investigação

Em depoimento, João alegou que manteve um relacionamento amoroso com a professora e afirmou ter ficado emocionalmente abalado ao perceber um afastamento e ao saber que ela teria retomado contato com um ex-companheiro. Essa versão está sendo apurada pela Polícia Civil.

Ainda segundo o registro policial, o suspeito aguardou ficar sozinho com a professora em uma sala de aula para discutir a relação. Durante a conversa, teria perdido o controle emocional e desferido os golpes, tentando fugir em seguida.

Prisão em flagrante

João foi contido por um aluno da instituição que também é policial militar. A testemunha relatou que ouviu gritos e barulho de móveis sendo quebrados, e ao sair da sala vizinha encontrou a professora ferida e o suspeito tentando escapar. Ele perseguiu o aluno, conseguiu imobilizá-lo e deu voz de prisão.

A Polícia Militar informou que os indícios apontam para premeditação. O suspeito foi preso em flagrante e, na delegacia, a defesa optou por não se manifestar.

João Junior, suspeito — Foto: Reprodução/redes sociais

Caso é tratado como feminicídio

A Polícia Civil investiga o crime como feminicídio. Os celulares do suspeito e da vítima foram apreendidos para perícia, e testemunhas seguem sendo ouvidas para esclarecer as circunstâncias e a motivação do ataque.

As aulas na faculdade foram suspensas após o crime.

Michel Belli (Editor-Chefe)
Michel Belli (Editor-Chefe)https://odiariodacidade.com.br
Michel Belli é jornalista, servidor público graduado em Gestão Pública e veterano em Ciência Política. Une experiência sólida em administração pública e comunicação estratégica à atuação jornalística independente, com foco na construção de informação responsável, acessível e alinhada ao interesse coletivo. Criador e diretor do portal O Diário da Cidade, desenvolve projetos voltados à inovação digital, impacto social e fortalecimento comunitário por meio da comunicação transparente e profissional.

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