Uma descoberta inesperada voltou a colocar o nome de Eliza Samudio no centro das atenções. Um passaporte antigo da modelo, morta em 2010, foi encontrado dentro de um apartamento alugado em Portugal por um homem identificado apenas como José.
O documento permaneceu oculto por mais de uma década e traz informações relevantes sobre os últimos anos de vida de Eliza, período marcado por episódios que chocaram o Brasil. As informações iniciais foram divulgadas pelo jornal Leo Dias.
Passaporte é confirmado como autêntico
Fontes oficiais confirmaram que o passaporte é autêntico, emitido em maio de 2006, e que não houve solicitação de segunda via ao longo dos anos.
Apesar de Eliza ter afirmado publicamente que já havia visitado a Alemanha, o registro oficial apresenta apenas um carimbo de entrada em Portugal, datado de 5 de maio de 2007, sem registro de saída posterior.
O documento está com todas as 32 páginas intactas, preservando assinaturas e números de identificação originais, o que reforça a veracidade do achado.

Contexto do período
O passaporte remete a uma fase da vida em que Eliza relatava ter vivido um affair com o jogador português Cristiano Ronaldo, com quem, segundo ela, mantinha contato por meio do MSN — plataforma popular à época.
Posicionamento oficial
Em nota, o Consulado-Geral do Brasil em Lisboa informou que o passaporte foi entregue às autoridades consulares e que o caso já foi comunicado ao Itamaraty, em Brasília:
Em resposta ao ocorrido, o órgão emitiu o seguinte posicionamento: “O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa já fez uma comunicação oficial ao Itamaraty em Brasília informando que o passaporte foi encontrado e entregue ao consulado. Neste momento estamos aguardando instruções sobre quais são os próximos passos com relação ao documento. De nossa parte, como não se trata de matéria de competência do Consulado, não sei lhe informar sobre o que vai ocorrer a partir de agora. O consulado vai apenas receber instruções de Brasília e cumprir o que for determinado. Aproveito para também esclarecer que o consulado e a embaixada são dois postos independentes aqui em Lisboa, o consulado não é parte da embaixada”.
O órgão também esclareceu que consulado e embaixada são postos independentes em Lisboa e que o caso não é de competência direta do consulado, limitando-se ao cumprimento das orientações que serão repassadas.
O reaparecimento do documento reacende debates e memórias sobre um dos casos mais emblemáticos da história recente do país, enquanto as autoridades avaliam os procedimentos a serem adotados a partir do achado.




