Uma mulher de 29 anos foi formalmente acusada de homicídio culposo depois de criar uma campanha de financiamento coletivo para custear o funeral de seu filho de 2 anos, em Hinesville (Geórgia, EUA). A situação, inicialmente vista com comoção pública, tomou novo rumo após a investigação policial avançar e apontar possíveis responsabilidades pela morte da criança.
No início de dezembro, Raven Louise Broniecki publicou uma página de arrecadação no site GoFundMe para cobrir as despesas do sepultamento do menino Keith Richard. Na descrição da campanha, ela relatava dificuldades financeiras e afirmava que a família havia esgotado suas economias com os custos do funeral e dos preparativos.
“Meu doce bebê, meu melhor amigo, meu mundo inteiro se foi. Gastamos tudo o que tínhamos e agora estamos com uma dívida enorme”, escreveu Raven na página, que recebeu diversas doações antes de ser removida pela própria plataforma.
Reviravolta na investigação
A campanha foi retirada do ar após a evolução das apurações policiais. Keith Richard foi levado às pressas a um hospital em 22 de novembro após sofrer um ferimento por arma de fogo dentro da residência da família. Inicialmente, as autoridades trataram o caso como um disparo acidental.
Entretanto, segundo informações divulgadas pela emissora WJCL‑TV News, novas evidências levantadas pela investigação apontaram a possível responsabilidade de Raven pela morte da criança. Com base nesses elementos, ela foi indiciada por homicídio culposo.
A acusada chegou a ser presa em decorrência do caso, mas foi liberada após pagar uma fiança de US$ 22,3 mil — aproximadamente R$ 121 mil. As autoridades não esclareceram se parte do valor utilizado para a fiança decorreu da arrecadação feita na campanha de vaquinha.
O caso segue sob investigação, e novas informações podem ser divulgadas pelas autoridades locais nos próximos dias.




