A fabricante Ypê se pronunciou nesta quinta-feira (7) após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinar o recolhimento de produtos de limpeza fabricados pela empresa. A medida envolve detergentes lava-louças, sabões líquidos para roupas e desinfetantes pertencentes a lotes identificados com final 1 na numeração.
Por meio da Química Amparo, responsável pela fabricação da marca, a empresa afirmou que os produtos não apresentam riscos aos consumidores.
“A Ypê esclarece que possui fundamentação científica robusta, baseada em testes e laudos técnicos independentes atestando que seus produtos são seguros e não representam risco ao consumidor”, informou a companhia em nota.

Empresa entrou com recurso
A fabricante informou ainda que entrou com recurso junto à Anvisa para contestar a decisão que determinou a suspensão da fabricação e comercialização de alguns produtos.
Segundo a empresa, o recurso apresentado suspendeu automaticamente os efeitos da determinação anterior até nova manifestação da agência reguladora.
“Com este recurso, a proibição de fabricar e comercializar produtos das categorias lava-louças, lava-louças concentrado, lava-roupas líquido e desinfetantes teve seus efeitos automaticamente suspensos até novo pronunciamento da agência”, informou a Ypê.
A companhia destacou que a segurança dos consumidores continua sendo prioridade e reafirmou o compromisso mantido ao longo de seus 75 anos de atuação.

Anvisa apontou risco de contaminação
A decisão da Anvisa ocorreu após inspeção sanitária identificar possíveis falhas em etapas consideradas essenciais no processo de fabricação.
Segundo o órgão regulador, as irregularidades encontradas comprometem os padrões de controle de qualidade e o cumprimento das normas de Boas Práticas de Fabricação, além de apresentarem possível risco de contaminação microbiológica.
Entre os produtos afetados estão detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes produzidos na unidade da Química Amparo, no interior de São Paulo.
Empresa mantém diálogo com agência
A Ypê afirmou que continuará colaborando com a Anvisa e demais órgãos competentes para buscar uma solução definitiva baseada em critérios técnicos e científicos.
O espaço segue aberto para manifestações da Anvisa e demais envolvidos no caso.




