O síndico Cléber Rosa de Oliveira falou pela primeira vez sobre a morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, ocorrida em um condomínio na cidade de Caldas Novas.
Durante depoimento obtido pela Record TV, o suspeito aparece chorando e afirmou que o disparo que matou a vítima teria ocorrido de forma acidental durante uma luta corporal.
Suspeito diz que tentou pegar celular da vítima
Segundo o relato de Cléber à polícia, Daiane teria descido até o subsolo do prédio para confrontá-lo enquanto o filmava com o celular.
“Eu fui surpreendido com ela vindo com o telefone em minha direção, filmando e falando: ‘agora eu te peguei, agora eu te coloco em cadeia’. Ela veio para o meu lado querendo colocar o telefone bem próximo de mim”, disse.
De acordo com o suspeito, ele tentou tomar o celular da vítima, momento em que teria começado uma luta corporal entre os dois.
Luta corporal terminou em disparo
Ainda segundo o depoimento, durante a confusão física os dois teriam entrado em disputa pela arma.
Cléber afirmou que carregava uma arma na cintura e que ela teria caído no chão durante a briga.
“Eu estava com a arma na cintura, ela caiu no chão. Eu fui pegar a arma e ela também foi em direção a ela. Ficamos com as quatro mãos na arma, virando para um lado e para o outro”, relatou.
O suspeito disse que o disparo ocorreu nesse momento, mas afirmou não saber exatamente como aconteceu.
“Eu não entendi como foi, se foi por minha mão ou por mão dela.”
Relembre o caso
Daiane Alves Souza estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025, quando desceu até o subsolo do prédio onde morava para verificar uma queda de energia e não foi mais vista.
Posteriormente, o síndico confessou o crime à Polícia Civil. Ele foi preso temporariamente, assim como seu filho Maicon Douglas de Oliveira, que também é investigado.
Corpo foi encontrado em estado de ossada
O corpo da corretora foi localizado em 28 de janeiro, em uma área de mata em Caldas Novas, após o próprio suspeito indicar o local às autoridades.
Devido ao avançado estado de decomposição, restando apenas a ossada, a identificação foi possível apenas por exame de DNA extraído dos dentes da vítima.
A Polícia Civil de Goiás informou que uma reconstituição do crime deverá ser realizada no condomínio para analisar a dinâmica dos fatos.
Peritos também realizaram buscas por vestígios de sangue em áreas comuns do prédio e no veículo do síndico. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a identificação de material biológico, e a arma usada no crime ainda não foi localizada.
Fonte: Polícia Civil de Goiás e imagens do depoimento divulgadas pela Record TV.
O Diário da Cidade permanece aberto para eventuais manifestações ou esclarecimentos das pessoas citadas nesta reportagem.



