sábado, março 7, 2026
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Nasa entra em alerta após cientista sugerir que cometa pode ser artefato alienígena

 

Representação artística gerada por inteligência artificial do cometa interestelar 3I/ATLAS viajando pelo espaço profundo, com núcleo rochoso, coma difusa e anticauda metálica voltada para o Sol.

A Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) ativou seu protocolo de emergência em defesa planetária após o cometa interestelar 3I/ATLAS apresentar comportamento fora dos padrões esperados, incluindo variações de brilho, aceleração não gravitacional e emissão de gases metálicos incomuns.

A situação levou a Rede Internacional de Alerta de Asteroides (IAWN) a lançar uma sonda de monitoramento emergencial, enquanto uma força-tarefa foi estabelecida para operar entre 27 de novembro de 2025 e 27 de janeiro de 2026, período em que o objeto fará sua maior aproximação do Sol.

Observação do cometa 3I/ATLAS feita pelo Telescópio Espacial James Webb, com uso do espectrógrafo de infravermelho, revelando detalhes do núcleo e da atividade cometária.
O Telescópio Espacial James Webb observou o cometa interestelar 3I/ATLAS em 6 de agosto de 2025, utilizando seu espectrógrafo de infravermelho próximo (NIRSpec). A imagem capturada destaca o núcleo do objeto, envolto por uma coma tênue e emissão incomum de partículas metálicas. Crédito: NASA/James Webb Space Telescope

Entre os especialistas que acompanham o caso, o astrofísico Avi Loeb, da Universidade de Harvard, afirmou que o 3I/ATLAS pode ser um artefato alienígena, descrevendo o fenômeno como um possível “evento cisne negro” — ou seja, uma ocorrência de alto impacto e difícil previsão, cujas consequências podem ser significativas para a humanidade.

Segundo Loeb, o objeto — que mede aproximadamente o mesmo que Manhattan e pesa cerca de 33 bilhões de toneladas — apresentou uma “anticauda” (jato de partículas voltado ao Sol) e emite uma substância metálica rara (tetracarbonila de níquel), até então observada apenas em processos de fabricação humana.

Imagem do cometa interestelar 3I/ATLAS registrada pelo Telescópio Espacial Hubble, mostrando o núcleo envolto por uma coma tênue e anticauda azulada voltada para o Sol. Foto divulgada pela NASA.
O astrofísico Avi Loeb comparou a presença do cometa — visto nesta imagem do Telescópio Hubble — a um “encontro às cegas”, afirmando: “você geralmente presume que o parceiro será amigável, mas também precisa se preocupar com assassinos em série”. Crédito: NASA/Hubble Space Telescope

“Se for mesmo uma nave, pode estar usando a gravidade solar para mudar de trajetória. A possibilidade de que tenha intenções hostis não pode ser descartada, ainda que não se possa confirmá-la”, afirmou o cientista, que compara a presença do cometa a “um encontro às cegas com um possível assassino em série”.

Apesar das especulações, a posição oficial da Nasa é de que o objeto não representa ameaça imediata à Terra, mas os estudos sobre sua natureza e origem permanecem em curso com o apoio do Telescópio Espacial James Webb e instituições internacionais.

A história de cometas interestelares ganhou força nos últimos anos com o caso de Oumuamua (2017) e Borisov (2019). O 3I/ATLAS é apenas o terceiro objeto confirmado com origem fora do Sistema Solar a atravessar a região interna próxima ao Sol.

Michel Belli (Editor-Chefe)
Michel Belli (Editor-Chefe)https://odiariodacidade.com.br
Michel Belli é jornalista, servidor público graduado em Gestão Pública e veterano em Ciência Política. Une experiência sólida em administração pública e comunicação estratégica à atuação jornalística independente, com foco na construção de informação responsável, acessível e alinhada ao interesse coletivo. Criador e diretor do portal O Diário da Cidade, desenvolve projetos voltados à inovação digital, impacto social e fortalecimento comunitário por meio da comunicação transparente e profissional.

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